quinta-feira, 30 de maio de 2013

Aniversário do Marido!

Olá pessoas, tudo bem?

Neste post vou falar sobre como terminou a ida ao hospital por conta do sangramento e finalmente a comemoração do aniversário do marido.

Parece brincadeira mas, médicos plantonistas em sua maioria não gostam de atender os pacientes como realmente deveriam, onde já se viu uma gestante chegar com sangramento e ser informada que não tem nada com que se preocupar e que, poderia voltar para casa? Se fosse hoje, com toda certeza teria feito reclamação via imprensa mas, na época da gravidez como sabem, eu dei graças a Deus por ouvir estas palavras da obstetra que me atendeu: "pode voltar para casa, não será preciso ficar internada. Volte amanhã cedo apenas para fazer um ultrassom a fim de verificarmos a situação do bebê". 
O ultrassom seria feito no dia seguinte no primeiro horário, qual seja, 07h00 e como já era de madrugada quando chegamos em casa (meu marido e eu), estávamos bem cansados naquela manhã mas, foi melhor assim porquê não gostaria de maneira alguma ter que ficar internada para acompanhamento.
Tudo certo com o bebê, passei o dia repousando por recomendação médica e do marido. 
Confesso que fiquei um tanto chateada e inconformada por ainda estar carregando aquele bebê dentro de mim. Não cansava me me perguntar como é que diante de tantas pessoas no mundo inteiro que, imploravam por se tornar mães, tinha que ser eu? Justo comigo, porquê? 
O dia passou rápido e infelizmente não pude fazer nenhum tipo de surpresa ou algo especial para o marido por conta do inconveniente da noite passada. 
Mesmo contra a vontade dele em sair, resolvi ligar para os sogros e fomos jantar num restaurante japonês, aquele de bairro...finalmente estávamos comemorando o "ANIVERSÁRIO DO MARIDO".

Comemorando o aniversário do marido no Bar do Chico - Restaurante Japonês com os sogros!
Bjo bjo,
Di


terça-feira, 28 de maio de 2013

Eu só quero dormir na minha cama!

Olá pessoas, tudo bem?

O post de hoje é a continuação do meu relato publicado em 23/05/2013 (http://www.amandoemtempointegral.com/2013/05/sangramento.html), vou contar como terminou a véspera de aniversário do marido.

Quando o Marcelo me viu no box com a mão cheia de sangue, começou a correria por parte dele e, no instante seguinte ressurgia na porta do banheiro me pedindo para sair logo porque iríamos para o  pronto-socorro (nunca o vi trocar de roupa tão rápido), eu ainda calma no banho tentava ganhar tempo para confirmar se realmente não sairia de mim nada, além de 1 pequeno sangramento.
Estava frio e já passava da meia noite mas, lá fomos nós mesmo contra minha vontade. Fomos para um pronto socorro em Santo André, lugar estranho, nunca havíamos ido para aquele lugar. O marido não pôde entrar comigo na sala e também não pôde ficar na porta esperando, achei absurdo!
Ao ser examinada pelo médico obstetra plantonista, fui informada de que realmente era um sangramento de princípio abortivo e, que precisava ser observado com cuidado e que eu deveria ficar internada. Internada??? Como assim??? Pedi para chamar meu marido para que eu pudesse resolver com ele o que iria fazer, afinal, era a véspera de aniversário dele e eu não queria de maneira alguma fazê-lo comemorar num hospital.
O médico, logo disse que era o procedimento adequado e que eu não deveria pôr em risco a vida do bebê e nem a minha, tinha que ficar sim ao menos aquela noite internada para fazer exames na manhã seguinte. Questionei sobre a possibilidade de ir para outro hospital e novamente o médico enfatizou que eu estaria colocando minha vida e a do bebê em risco.
Aquilo era praticamente uma ordem, o médico, diante das circunstâncias tinha obrigação de fazer a papelada para que eu ficasse internada naquele hospital.
O desespero bateu, comecei a chorar... não por conta da minha vida ou muito menos por conta da vida de um bebê que eu nem sequer conhecia mas sim, por não poder voltar para casa...maldita hora em que eu chamei o marido para mostrar o sangramento, deveria ter ficado quieta e nada disso estaria acontecendo.
Subimos (o consultório obstétrico ficava no subsolo) e, insisti com o marido que eu não queria ficar lá, eu queria ir para casa! Muito preocupado com a situação ele apenas respondia que se tivesse que ficar eu iria ficar sim e ponto final. Perguntamos na recepção qual seria o procedimento para que eu pudesse desistir de ser internada (nesse momento ele já havia concordado em me levar para o hospital do convênio), era preciso assinar um termo de responsabilidade detalhando o motivo da desistência, e assim o fizemos.
Fiquei aliviada e estava feliz por ele ter aceitado me levar embora daquele hospital #sóquenão. Entramos no carro e ao invés de ir em direção à nossa casa, o marido estava indo em outro sentido.... E dá-lhe chororô novamente, mesmo explicando que eu não estava com dores e que só queria voltar para casa, o marido não se sensibilizou e me levou direto para o hospital próprio do convênio.
Hospital novo, reformado...parecia um hotel mas, em compensação o corpo de enfermagem e médicos eram piores do que os da rede pública, pessoalzinho grosso, sem nenhuma atenção especial por eu estar quase perdendo o bebê. Melhor assim porquê, me disseram que não tinha a necessidade de ficar internada, se piorasse o sangramento e tivesse dores aí sim teria que voltar para o hospital.
O marido pelo visto queria de qualquer jeito que eu ficasse internada, ele tinha medo de que durante a madrugada eu perdesse mais sangue e algo ruim acontecesse.
Por recomendação médica, eu teria que voltar na manhã seguinte para fazer um exame  de ultrassom. Ufa, estava aliviada por saber que voltaria para casa porque EU SÓ QUERIA DORMIR NA MINHA CAMA!

Bjo bjo,
Di

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sangramento?!

Olá pessoas!

No post de hoje vou contar sobre um sangramento que tive na véspera de aniversário do maridão.

Engraçado como a gravidez passa rápido né?! #sóquenão 
Não sei se por conta do estresse diário com o trânsito caótico de São Paulo, se por conta do local de trabalho ou se por conta de estar esperando um filho, minha gestação durou uma eternidade; sentia muitas dores na barriga, "um calor do sertão", pele manchando e com acnes, nossa desanimei total e por isso estava decidida a nem tirar fotos minhas (mas, amigos me pediram tanto que claro...não pude deixar de postar algumas). 
Trânsito caótico de São Paulo!
A cada semana enfrentada tudo parecia mais difícil, seios literalmente explodindo, roupas perdidas, pés inchados, flexibilidade zero e o filhote cada vez mais dando seu ar da graça mesmo contra minha vontade. Tudo era motivo para discussão com o marido porquê ao invés de esbanjar felicidade eu só fazia reclamar da barriga, me achava uma balofa...a chamava de "pança". 

Seios explodindo, e a barriga impedindo minha flexibilidade!
Me pegava pensando diversas vezes como é que as pessoas gostavam, ou melhor, adoravam estar assim? Como é que podiam dizer com certeza que já amavam o (a) filho (a)? Eu realmente tinha que ficar quieta, EU era a exceção...precisava parar de reclamar para o marido, fiz ao estilo minha mãe: "engoli esse choro"!
Era dia 31/09/2012 ou melhor, noite...véspera de aniversário do marido. Sempre tivemos o costume de dormir tarde e por conta da correria do dia-a-dia e meu estresse pessoal, deixava que ele ficasse na sala jogando seu playstation 3 enquanto eu desfrutava do ventilador (mesmo em dias frescos) e meus programas de televisão. 
Já eram quase 1/2 noite quando resolvi tomar uma ducha, sentia muito calor e por conta disso não conseguia pegar no sono, na maioria das vezes tinha que me levantar para molhar as pernas, deitava com elas molhadas mesmo para que com a ajuda do ventilador amenizasse o incômodo.
Estava eu lá no box num banho tranquilo, quando de repente passo a mão entre as pernas e percebo algo estranho, esperei para ver se o bebê saía e pensei: "Deus sabe o que faz, se não for para ter esse filho efetivamente é porquê o propósito já foi cumprido, esta alma precisava viver apenas até aqui" #sóquenão.
Chamei o Marcelo, que ainda estava lá embaixo na sala...ele como sempre, queria saber para quê precisava vir ao meu encontro (sempre diz: "fala, vai que eu consigo resolver daqui".. morro de ódio disso rsrs). Insisti e quando ele apareceu na porta do banheiro, eu permanecia calma como nunca (acho que na expectativa de deixar de carregar aquele bebê indesejado), mostrei minha mão pra ele que sem entender perguntou o que era aquilo, como se nada estivesse acontecendo eu respondi: "SANGRAMENTO".

Bjo bjo,
Di